Protagonismo: Seja o agente de mudança no seu mundo

30.01.2017
Destaque

Hoje, você vai acompanhar mais uma matéria da nossa série de postagens sobre as competências para a educação no século XXI. Essas competências são reconhecidas mundialmente, e partem de definições e estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Elas se referem a um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que preparam os alunos para a vida acadêmica, profissional, pessoal e em comunidade.

Aqui no Recode, incluímos algumas dessas competências na nossa metodologia, como o protagonismo. A ideia central dessa competência é formar indivíduos aptos a tomar decisões e que sejam protagonistas de suas próprias vidas. Aplicando isso na sala de aula e nos programas, os educadores cada vez menos interferem nos trabalhos dos jovens, estimulando assim que desenvolvam habilidades como criatividade, liderança e pensamento estratégico, enquanto realizam seus projetos.

Um dos exemplos é o que acontece na “Estação Literária Prof.ª Maria de Lourdes Évora Camargo”, biblioteca pública localizada no Centro de Guararema, interior de São Paulo. O espaço é um local de convivência, estudo, pesquisa e entretenimento, que participa do Recode, estimulando o uso da tecnologia para aumentar a presença de jovens nesses espaços.

Para estimular o aumento do público jovem na biblioteca, a bibliotecária Beatriz Ávila criou o  projeto “Tá Na Kara”, uma iniciativa para pessoas de 12 a 18 anos, nas redes sociais, construída com os próprios adolescentes da comunidade. O projeto incentiva o protagonismo desses meninos e meninas por meio da exposição, reflexão e diálogo sobre suas realidades, dificuldades, interesses e manifestações artísticas.

“As novas gerações de adolescentes são de nativos digitais e estão familiarizadas com todos os novos tipos de tecnologia”, nos conta Beatriz. Além do protagonismo, o uso das tecnologias também favorece o desenvolvimento de habilidades como a escrita, a leitura e a fala, e estimula o bom convívio e o envolvimento dos adolescentes com a biblioteca e a comunidade.

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