window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'UA-20732535-1');

Adolescentes e jovens têm oportunidade de inclusão digital em comunidades do Rio de Janeiro e de São Paulo

2022-07-27T17:43:38-03:0030 de setembro de 2021|DESTAQUE|0 Comentários

A ONG Recode e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) se uniram para uma parceria que está levando a inclusão e o empoderamento digital para comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro e de São Paulo. Ao todo, foram distribuídos 269 kits de conectividade com smartphones e cartões de acesso à internet para jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de garantir o acesso à educação e a oportunidades de formação, inserção no mundo do trabalho e geração de renda.

Em São Paulo, a distribuição aconteceu no mês de setembro e beneficiou 125 adolescentes nas comunidades de Paraisópolis e Vila Santa Inês. Jovens atendidos pelo Projeto Viver e pelo Centro de Educação Popular (CEPENSA) que estão matriculados na escola e não tinham acesso à internet agora poderão acompanhar não só as aulas regulares remotamente como também realizarão dois cursos gratuitos de qualificação em tecnologia oferecidos pela Recode: “Ferramentas digitais para o trabalho” e “Tecnologias para o futuro”. O mesmo kit, que também possui itens de proteção e uma cartilha com iniciativas do UNICEF durante a pandemia da COVID-19, beneficiou 144 adolescentes e jovens em parceria com a ONG Redes da Maré e o Instituto Vida Real, no Complexo da Maré, um dos maiores conjuntos de favelas do Rio de Janeiro.

“A pandemia acelerou a necessidade da inclusão digital. Foi criado um abismo entre as escolas públicas e particulares. Os jovens de baixa renda precisam se conectar à internet para ter acesso à escola, ao trabalho ou ao empreendedorismo. Estamos levando conexão à internet e empoderamento digital. Queremos fazer a diferença na sociedade”, destaca o fundador e presidente da Recode, Rodrigo Baggio.

Para a coordenadora do UNICEF na Região Sudeste, Luciana Phebo, não basta apenas conectar o estudante à internet. É preciso disponibilizar oportunidades para que ele se desenvolva profissionalmente: “Queremos fazer chegar aos jovens mais vulneráveis não só a conexão, mas também as oportunidades. Em parceria com a Recode, vamos trazer cursos que serão fundamentais para conectar os participantes aos diferentes direitos, seja o da educação, da tecnologia, da proteção ou da geração de renda”, ressalta.

Segundo levantamento realizado pelo IBGE em 2019 e divulgado neste ano, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, apenas 43% dos estudantes da rede pública têm acesso à internet no país. Agora, jovens apoiados pelas organizações sociais Redes da Maré e Instituto Vida Real, que desde o início da pandemia enfrentavam dificuldades para estudar, têm garantido o direito de se conectar e acessar oportunidades.

Jovens receberam kits de conectividade

“Para nós, que moramos na favela, foi um período difícil e desanimador. Fiquei sem acesso à internet. Agora, com o celular, eu e minhas irmãs vamos poder voltar a estudar. É um incentivo a mais. Posso voltar a sonhar com uma faculdade de Administração ou Design. A tecnologia vai me ajudar muito”, comemora a estudante Maria Luíza Souza, de 15 anos, que está cursando o primeiro ano do Ensino Médio, no Rio de Janeiro.

Além de entregar os kits e oferecer as formações, a Recode e o UNICEF, em conjunto com as instituições parceiras, vão acompanhar regularmente os jovens por 6 meses para orientar e oferecer o suporte necessário para o desenvolvimento nos estudos e na futura carreira que pretendem trilhar. Os detalhes do projeto podem ser obtidos no site recode.org.br/gotecnologia.

Ir ao Topo