Preconceito e intolerância online: o que é e como fugir dessa

Quem nunca se deparou com casos de intolerância ou apenas pensou em publicar online uma “piada inocente”, mas que diminui alguém de alguma maneira? Bem, se a mensagem ofende outra pessoa já não é legal. É importante lembrar que todas as formas de intolerância, como o racismo e o machismo, são crimes passíveis de punição perante a lei, como retenção e pagamento de multa. Além disso, vão contra os princípios da nossa Constituição Federal, que pretende “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

A intolerância é uma atitude de ódio e de agressividade com pessoas e grupos específicos. Ela pode se manifestar tanto em piadas que diminuem alguma etnia como em xingamentos diretos e ameaças direcionadas a indivíduos ou a um grupo em particular. Por isso, os efeitos vão muito além da tela do computador e realmente impactam a vida de quem recebe essas agressões. Por isso, ao testemunhar algum desses crimes, denuncie imediatamente no site da SaferNet.

Saiba reconhecer as principais formas de intolerância e preconceito nas redes sociais:

  • O racismo se baseia na ideia retrógada de hierarquização entre etnias e culturas, diminuindo minorias ou grupos historicamente oprimidos. O racismo promove o ódio, discriminação e violência contra qualquer pessoa ou povo, baseado na sua raça, cor, descendência ou origem étnica. Caso real: Nessas Olimpíadas, a judoca Rafaela Silva trouxe um exemplo de superação. Ela recebeu diversas mensagens racistas no Twitter, após ser desqualificada nos jogos de Londres. Agora, na Rio2016, após conseguir o primeiro ouro do Brasil da edição dos Jogos, voltou a relembrar a história e contou como conseguiu apoio vencer a depressão por conta dos ataques.

 

  •  A homofobia é o preconceito contra qualquer pessoa ou grupo baseado na sua orientação sexual. Ele é a raiz da violência contra gays, lésbicas e bissexuais. Se manifestando de forma semelhante, a transfobia direciona a agressão aos transexuais e transgêneros, ou qualquer identidade de gênero que se destoa do padrão. Caso real: A homofobia também se manifestou nas Olimpíadas e a vítima dessa vez foi o nadador Tom Daley, saltador britânico que foi atacado no Twitter simplesmente por ser gay. Um importante apoio ao atleta partiu da escritora da série Harry Potter, J. K. Rowling. Ela disse que não consegue “decidir o que é mais ofensivo nesse tuíte, a estupidez ou a maldade”.

 

  •  O machismo é a ideia que sobrevaloriza os atributos físicos e culturais masculinos em detrimento dos femininos. Muitas vezes, conteúdos incentivam práticas discriminatórias dirigidas às mulheres, assim como a violência de gênero. Nos jogos do Rio um repórter atribuiu o mérito do recorde da nadadora húngara Katinka Hosszú ao seu marido, dizendo: “Aí está o homem responsável por sua performance”. Também surgiram diversas outras reportagens com tom machista durante os jogos, diminuindo as atletas. A reação na rede foi grande e contribuiu para denunciar essas situações.
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