Saiba como a tecnologia pode fortalecer o empoderamento feminino

Neste Mês das Mulheres, a ONG Recode lançou um desafio para 6 lideranças ligadas à tecnologia que fazem a diferença no mundo. Elas enviaram dicas valiosas para que outras mulheres possam aproveitar melhor o potencial das novas tecnologias e da internet para aprender, criar e transformar realidades.

Veja, na prática, como o empoderamento digital pode fortalecer o empoderamento feminino:

 

“Na sua comunidade há gente fazendo uso da tecnologia, isso não é uma coisa de outro mundo. Você pode observar nas invenções populares que são criadas para resolver problemas de escassez, como o “Bombril” na antena da tv. A tecnologia é muito mais do que aparelhos high-tech. Um grande desafio é desmistificar o que é tecnologia e reposicionar o olhar para solucionar problemas do dia a dia. Tudo muda a partir do momento que você se vê como pessoa que pode criar e inovar! Você não conseguirá mais aprender algo novo somente para você, mas vai começar a pensar em como esse ‘algo novo’ pode contribuir para mudar pequenas coisas no mundo.”

 

“Hoje é possível falar que muitos canais de YouTube são empreendimentos. Este é um mercado em expansão exponencial que oferece muitas possibilidades!  Porém, minha dica é: Não produzam conteúdo somente para o YouTube e sim para diversas plataformas digitais. Você pode construir uma comunidade com pessoas sobre um determinado assunto, se tornar autoridade em algum tema para extrair renda ou vender um produto em si. Vale criar qualquer tipo de conteúdo! Sempre tenha em mente que precisa ter utilidade para quem vai assistir e ser sustentável para que você possa continuar produzindo sem gastar o que não tem. Comece com seu celular e capte o áudio com o microfone do fone de ouvido. Use o que você tem à mão! A internet é um espaço que podemos conquistar!”

 

“O Indique Uma Mina surgiu numa fase da minha vida em que eu estava realmente sem um centavo sobrando. O celular era a única plataforma que eu tinha, nem computador eu possuía na época. O Facebook é a maior ferramenta de publicidade gratuita que existe! Hoje os grupos contam com ferramentas de análise que não existiam há dois anos. Você pode usá-lo como “loja” para expor o seu trabalho. O segredo é ter organização e seriedade no que se faz. Uma ferramenta incrível para conhecer todas as possibilidades do Facebook é o Blueprint. Nele você aprende a usar a plataforma por meio de diversos cursos.”

 

“O Code Academy é um site gratuito para quem quer aprender os primeiros passos em programação. Ele tem diversos cursos em português. E você pode aprender de forma bem lúdica e interativa. Para quem está começando a se interessar por programação, indico o curso de HTML e CSS. Estas são linguagens utilizadas para construir sites. O desafio é ter disciplina para seguir até o fim.  Uma dica para se manter em foco é fazer um grupo de estudos com as amigas. Assim, cada uma incentiva a outra!”

 

“Em tempos de fake news, é fundamental que saibamos distinguir informações confiáveis de boatos ou versões distorcidas, especialmente em um ano eleitoral. Existem alguns sites de checagem de fatos que podem auxiliar nessa tarefa. O site Aos fatos checa dados citados por diversos políticos – é chocante ver a quantidade de informação falsa e distorcida que nossos próprios representantes divulgam por aí. Além disso, o site possui diversos manuais que ajudam a identificar notícias falsas e imagens manipuladas. Já a Agência Lupa – outra ótima fonte para a checagem de fatos – está fazendo uma série especial, neste mês de março, sobre promessas feitas por prefeitos e governadores que dizem respeito aos direitos das mulheres”.

 

“Hoje em dia você pode aprender muito e quase tudo pelo YouTube, fóruns da internet e plataformas parecidas. Você pode aprender desde a construir uma casa, no canal da Paloma Cipriano, como fazer projetos em impressão 3D e outras tecnologias, no site Instructables. Com certeza existe uma dificuldade enorme de mulheres, sobretudo mulheres negras, se enxergarem como mulheres da tecnologia. Eu me aproximei das tecnologias porque participei de uma oficina chamada RodAda Hacker voltada para mulheres que queiram aprender a programar sites e apps.”

 

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